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[Brasil] Reflexión-Debate | ‘As eleições chilenas e as degenerações na teoria e prática do anarco-comunismo’

Les dejamos la siguiente reflexión de las/os compas de la UNIPA de Brasil, sobre las elecciones del 17 de noviembre pasadas en Chile. Subimos este documento porque aún tiene vigencia motivo de la segunda vuelta, y para retroalimentar el debate al interior del sector anarquista/libertario en Chile.

Sobre la UNIPA [Unión Popular Anarquista] podemos decir que representan una cuarta corriente al interior del Anarquismo de Lucha de Clases, la cual se denomina ‘Anarquismo Revolucionario’, también conocido como ‘Anarquismo Bakuninista’. Se suma a las corrientes anarcosindicalista, plataformista y especifista.

El texto está en portugués pero se entiende bastante al leerlo. De todas formas, abajo subimos el mismo con la traducción de Google al español.

Saludos y ¡Arriba el Pueblo Organizado!

Praxis Libertaria

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‘As eleições chilenas e as degenerações na teoria e prática do anarco-comunismo’

 

FORA-Marcel Claude-Michelle Bachelet-Evelyn Matthei-Marco Enriquez Ominami

Acesse este Comunicado em versão PDF CLICANDO AQUI.

Comunicado Nº 37 da União Popular Anarquista (UNIPA) – Brasil, novembro de 2013. 

“(…) O que é certo para mim é que hoje já não há piores inimigos do povo do que os que procuram desviá-lo da revolução social, a única que pode lhe dar a verdadeira liberdade, a justiça e o bem estar, para o arrastar novamente para as experiências enganosas destas reformas ou destas revoluções exclusivamente políticas, das quais ele foi sempre o instrumento, a vitima e o papalvo.”

Mikhail Bakunin

O Chile viverá no próximo dia 17 de novembro sua eleição presidencial, marcada pela concorrência de oito candidatos e pela polarização entre a coligação abertamente de direita “Alianza” (UDI, RN) e os oportunistas de centro-esquerda “Nueva Mayoria” (DC, PRSD, PPD, PS, PC). Frente a essa conjuntura uma série de intelectuais ligados as organizações anarco-comunistas autodenominadas “especifistas” iniciaram um debate acerca de sua relação com o Estado e a esquerda chilena. Carentes de uma teoria revolucionária o resultado não poderia ter sido mais desastroso: a organização Red Libertária declarou apoio ao candidato Marcel Claude (Partido Humanista) da coligação Todos a la Moneda[1], e a organização Frente de Estudantes Libertários (FEL) também não tardou em apoiar a linha política da Red Libertária[2].

Porém, não devemos entender este posicionamento como uma mera traição ou desvio de conduta e sim como expressão de um processo histórico de profundo revisionismo em nossa corrente proletária anarquista, e que a alguns anos (ao passo que os conflitos de classe se agudizaram) estão novamente demonstrando suas principais debilidades. Também o documento “A democracia de massas: uma aposta libertária para o período atual” do Centro de Estudos Libertários[3], lançado no meio do ano de 2013, é categórico ao demonstrar que, se por um lado o especifismo chileno conseguiu ampliar sua presença no movimento de massas, por outro lado, a inconsistência teórico-estratégica deste já se desenvolvia em uma clara degeneração reformista.

Os também recentes documentos da Federação Anarquista Uruguaia (FAU) e da Federação Anarquista Revolucionária da Venezuela (FARV) em apoio ao nacional-populista Hugo Chávez e ao bolivarianismo, bem como o apoio eleitoral da FARV aos candidatos bolivarianos, são apenas alguns dos exemplos que nos mostram que o processo geral de degeneração do especifismo não é de hoje. É por esse motivo que o recente apoio da Red Libertária ao candidato Marcel Claude não surpreende os bakuninistas, apenas reforça a necessidade histórica de ruptura com o revisionismo. O desenvolvimento atual da luta de classes exige de nossa corrente uma postura firme e cada vez mais comprometida com a causa da revolução e o rechaço de novas capitulações, políticas e ideológicas.

Além disso, o que também surpreende no apoio eleitoral da Red Libertária e da FEL à coligação Todos a la Moneda é o grau avançado de colaboracionismo de classe. Ainda que os especifistas afirmem retoricamente em seus documentos que “a disputa eleitoral não é prioritária”, ou que o fundamental é constituir um “grande bloco de classe”, a coligaçãoTodos a la Moneda não corresponde definitivamente com essas intenções (e para nós materialistas vale mais os fatos do que mil palavras!). Tal como afirma o documento “8 Eixos Transversais” da campanha de Marcel Claude:

Propomos um sistema de economia mista que ponha como máximo valor o ser humano e não a auto-regulação do mercado, que equipare a relação entre o trabalho e o capital, entregando garantias para condições de vida dignas a todos os cidadãos que vivam no país, que permita uma adequada distribuição de renda, que potencialize o desenvolvimento da indústria nacional e da pequena e média empresa, que defina o papel do Estado como garantidor da igualdade de oportunidades para trabalhadores e empresas produtivas frente ao grande capital especulativo.[4]

A declaração eleitoral não deixa dúvidas quanto a defesa de um política nacional-desenvolvimentista, em defesa da aliança com a burguesia e, consequentemente, da “harmonia entre capital e trabalho”. No mesmo programa eleitoral a questão econômica aparece da seguinte maneira: “Se trata de un modelo económico que promueva el bienestar para todos los habitantes del país, la solidaridad y la cooperación e intercambio entre trabajadores, empresarios y el Estado. O conflito de classes como fundamento determinante da revolução (historicamente defendido pelos bakuninistas e pelo sindicalismo revolucionário) foi abandonado em prol de coligações nacionalistas e com a esquerda reformista, reproduzindo o mito do Estado protetor e provedor de direitos (intervencionismo), caindo no falso antagonismo entre o “grande capital especulativo” em prol do desenvolvimento da burguesia “produtiva” e “nacional”. Ora, mas isso não é organização autônoma da classe trabalhadora! Isso é colocar o proletariado novamente refém de um projeto histórico da burguesia, reforçando o aparato do Estado e as piores ilusões reformistas.

A FEL ainda afirma que a coligação Todos a la Moneda“abre a possibilidade para construir um movimento político e social amplo posterior às eleições presidenciais”, ou seja, além de verem a atuação nesta coligação eleitoral como uma tática possível, elevam-na à política estratégica de “Frente Ampla”. Retomaremos esse ponto mais a frente.

Mas o que é importante dessa questão desde um ponto de vista revolucionário? A questão é que existe uma diferença muito grande entre uma política anti-hegemônica e uma política anti-sistêmica. Já havíamos respondido a essa questão quando debatemos porque o “Chavismo” não poderia ser uma alternativa para a revolução proletária. Como já havíamos definido:

“A primeira [anti-hegemônica] diz respeito a modelos de desenvolvimento capitalista que não se adéquam aos objetivos dos Estados e potências imperialistas hegemônicos, mas que não questionam os fundamentos econômicos do imperialismo (basicamente, oscilam entre intervencionismo e liberalismo econômico). A segunda política, anti-sistêmica, abala não somente os interesses das potências hegemônicas, mas as bases econômicas do imperialismo e logo a economia capitalista e do conjunto do sistema interestatal. Nesse sentido, a política anti-hegemônica é uma politica que expressa no sistema interestatal os conflitos intraclasse da burguesia. Exemplos históricos foram os governos nacionalistas e políticas nacionalistas da América Latina “desenvolvimentistas”, que eram anti-hegemônicas porque tentavam modificar as bases do “subdesenvolvimento” que atendiam aos interesses dos EUA.”[5]

É aí que se encontra o cerne de nossa crítica ao revisionismo chileno: exatamente nestas conjunturas mundiais em que a burguesia busca se recriar frente ao avanço das crises do capitalismo e do aprofundamento do conflito de classes, os revisionistas (e demais organizações reformistas e oportunistas) mais uma vez se apresentam como força de apoio às “novas” alternativas burguesas. Apesar da baixa probabilidade de vitória do Todos a la Moneda, a política dos especifistas chilenos faz um desserviço para o desenvolvimento da consciência e organização autônoma da classe trabalhadora. Mais ainda, a posição da Red Libertária e FEL-Chile reeditam antecipadamente as piores derrotas que o anarquismo sofreu no século XX, vítima do revisionismo em nossas fileiras. A história se repete como farsa.

O bolivarianismo e a disputa do Estado burguês: a “Ruptura Democrática”

Como dissemos, esse posicionamento do revisionismo chileno não é algo ocasional. As bases teóricas e práticas já estavam sendo a algum tempo desenvolvidas e, vale ressaltar, sob o silêncio de grande parte do “movimento libertário”. Nesse sentido, um importante documento foi “A democracia de massas: uma aposta libertária para o período atual” do Centro de Estudos Libertários, onde está expresso um desenvolvimento teórico mais claro no sentido de ruptura com o anarquismo e defesa do revisionismo e do reformismo.

O documento inicia citando o Chavismo enquanto um exemplo de processo revolucionário, citando para tal uma declaração do ex-ministro do governo venezuelano, Rolando Denis, do qual reproduzimos um trecho: “O processo de cooptação jamais foi um processo total (…). Sempre ficam resquícios dentro dessa realidade desde os quais se pode ir desenvolvendo uma experiência de autonomia, de autogestão, de auto-governo. (…) Evidentemente não será fácil pela própria composição orgânica do que é nossa sociedade, quer dizer, uma sociedade clientelista que necessita permanentemente do Estado.” Para o ministro (e para a Red Libertaria) as dificuldades da revolução bolivariana estão na sociedade venezuelana que é clientelista em relação ao Estado, e não na natureza de classe do Estado e na sua característica intrínseca de tutela e repressão sobre as massas trabalhadoras.

É fundamental pontuar aqui a semelhança desta defesa de democratização interna da estrutura estatal-capitalista com a análise feita pelo anarco-comunista renegado Diego Abad Santilán (1897-1983) quando este afirma que “Primeiro: […] o capitalismo não é mais uma massa uniforme e petrificada, é um conjunto de atitude e de categorias que não se mostra sempre solidária nem sequer frente aos adversários comuns; (…) Terceiro: Resumindo, achamos que hoje importa muita mais a luta contra o totalitarismo estatal que contra o sistema capitalista que já mostra fissuras suficientes para que o espírito de iniciativa e desejo criador podem praticar formas de vida econômica não-capitalista”. Santilán nesse texto expressa o resultado final de sua política reformista na CNT de composição dos ministérios burgueses durante a Guerra Civil Espanhola. Demostra assim dois elementos históricos do reformismo anarco-comunista: a) A ideia de revolução é moral e cultural (combater a sociedade clientelista é o maior problema e não destruir o próprio Estado venezuelano e expropriar a burguesia); b) Ambos vislumbram a construção de “espaços libertários” de “coexistência pacífica” com o capitalismo ou o Estado (no caso o venezuelano e chileno).

Nesse sentido, a palavra de ordem que vem mobilizando o reformismo libertário chileno é o de “Ruptura Democrática”, que perpassa o processo de luta pela integração dos movimentos populares ao Estado via a estratégia da democratização e reforma de seus espaços internos num processo continuo que avançaria até o Poder Popular. O conceito deRuptura Democrática não a toa aparece claramente em oposição à Ruptura Revolucionária, e não é uma modificação meramente formal, mas principalmente de conteúdo. O documento busca a todo o momento expressar uma crítica às posições “sectárias”, “esquerdistas” (especialmente aquelas que defenderam a via da luta armada) e defender uma política de “alianças amplas” e “táticas flexíveis” como marcas da “nova” proposta. O que o documento busca ressaltar obviamente é a possibilidade de que, mesmo no interior do Estado burguês e suas instituições, é possível ir modificando paulatinamente (“democraticamente”) a realidade através de “experiências” de autonomia, autogestão, etc. dentro e fora do Estado, como se o problema central da revolução fosse cultural e educacional. Em um momento o texto deixa mais clara suas pretensões:

(…) é necessário que este posicionamento político se erga a partir de uma continua experiência prática, apostando na disputa do Estado com todo o poder possível na medida que as organizações populares se fortaleçam; a transformação econômica não pode realizar-se sem modificar de forma radical o modo pelo qual se tomam as decisões, e para isto as massas devem educar-se politicamente, tanto com a teoria como com a prática.

Aqui estão expressos dois elementos fundamentais do revisionismo chileno: 1º) A mudança política, através de reformas com o objetivo de democratização do Estado, deve precederas mudanças econômicas, sendo uma condição para tal. É claro que a destruição das relações econômicas capitalistas só serão efetivadas em âmbito geral através da destruição do Estado (enquanto órgão de dominação de classe) e construção do Poder Popular, porém, dialeticamente, o povo trabalhador só exercerá efetivamente o seu autogoverno com a destruição das desigualdades econômicas e sociais, caso contrário, o povo se manterá vítima da opressão/exploração diária enquanto os partidos políticos e as burocracias sindicais traficam em nome dos seus interesses. Ou seja, a premissa revisionista acima nega o programa bakuninista de revolução integral (econômica, política e cultural) como condição para emancipação dos trabalhadores e como fundamento teórico dialético para compreensão das tarefas revolucionárias. Adota-se descaradamente um programa reformista e etapista, que caminha necessariamente para a colaboração de classes dentro das esferas do Estado, através de governos e “frentes amplas”;

2º) Por sua vez, a transformação nas formas de decisão política aparecem como uma tarefa centralmente de mudança de consciência, na cultura e na educação. A “revolução” não é vista como fruto do conflito direto e sem trégua entre burguesia e proletariado, em que este último acumula forças no sentido da expropriação econômica e destruição das instituições políticas estatais para construção do socialismo e do auto-governo. A “revolução” é vista por um viés idealista (educacionista e culturalista) onde caberia aos libertários propagandear suas ideias e modificar a cultura de participação da “sociedade civil”.

Vemos, portanto, que na Ruptura Democrática a socialdemocracia e o bolivarianismo nacional-desenvolvimentista são em geral reeditados sob outros nomes (e com uma linguagem e aparência “libertária”). A estratégia revolucionária anarquista perpassa ao contrário, pela luta reivindicativa sim, mas num processo continuado de enfretamento ao Estado e a burguesia visando constituir uma situação de duplo poder e luta armada de massas, e não de integração “democrática” e alianças de classe. A importância estratégica da greve geral e da violência de massas (da ginástica insurrecional), partes integrantes da política anarquista, não são sequer consideradas como elementos definidores nas análises de conjuntura e escolhas táticas dos “libertários” chilenos.

A via reformista e a via revolucionária: o debate sobre a guerra civil espanhola e a política de Frente Popular

“As revoluções não são um jogo de crianças, nem um debate acadêmico em que as vaidades se matam umas às outras, nem um torneio literário onde só se derrama tinta. A revolução é guerra, e quem diz guerra diz destruição dos homens e das coisas. Sem dúvida que é uma pena que a humanidade ainda não tenha inventado um meio mais pacífico de progresso, mas até hoje qualquer passo novo na história só foi realizado na realidade depois de ter recebido o batismo de sangue.”

Mikhail Bakunin

O próximo passo do documento “A democracia de massas…” revela sua face mais funesta. Os autores fazem uma defesa sem reservas da política de Frente Popular da União Soviética na década de 30, apontando as orientações deste período da Internacional Comunista como um ótimo exemplo de política de alianças, defendendo ser necessário reunir sob o programa dos trabalhadores amplos setores, inclusive burgueses, para combater a direita. A política da Frente Popular na Espanha expressou exatamente a capitulação da CNT frente ao Governo Republicano burguês, considerado progressista pelos ministerialistas em 1936. Aquestão é que, dado o ecletismo teórico próprio da proposta “especifista”, os posicionamentos sobre a capitulação dos dirigentes da CNT durante a guerra civil espanhola é sintomático já que não apenas foi saudado pelos revisionistas chilenos e argentinos como um exemplo de “maturidade política”, como também foi utilizado pela FARV como argumentação para sua participação nas eleições venezuelanas[6].

Tal análise revisionista da possibilidade de apoio a “Governos Progressistas” produz a seguinte resposta para a conjuntura: “Mas o que nos leva a pensar no aproveitamento que podemos realizar da relativa ampliação que existirá no futuro governo concertacionista no país. Governo que, a diferença do lapso direitista que termina, pode nos permitir aproveitar de uma maneira antes impensada os espaços e lutas democráticas.” A brecha para a política de colaboração está aberta. A CNT precisou de milhares de presos e uma conjuntura pré-revolucionária para capitular, os “libertários” chilenos estão indicando os vícios reformistas muito antes. Além disso, a eleição é colocada como fato que elevará a luta a patamares “impensados”. Mais abaixo, no mesmo parágrafo, saudará como elemento positivo a entrada do PC na coalização partidária Nueva Mayoría (ex-Concertacion), o que para eles elevará o grau de disputa das massas sobre o Governo. Não tardou para a Red Libertária chegar a conclusão que a criação de um partido libertário eleitoral seja mais efetivo do que esperar que o PC defenda as massas dentro do Governo.

Dois desafios para o próximo período apontados pelo texto são sintomáticos: a) Vanguarda compartilhadab) Frente Unida de Esquerda. Os dois pontos estão intimamente relacionados. No primeiro deles, ao querer se diferenciar da proposta de partido único leninista (mas não da Frente Popular de Stalin!) caem em uma política de cúpulas e rebaixada, na qual o poder futuro seria compartilhado entre os diversos partidos de esquerda, sem que, no entanto, o texto faça qualquer diferenciação de conteúdo político (reformistas, revolucionários) ou de classe (burgueses, pequeno-burgueses, proletários) dessa futura “vanguarda compartilhada”. Pra justificar essa posição, criticam tanto a concepção do partido único leninista quanto retomam o mito da guerra civil espanhola sobre uma possível “ditadura anarquista”: “devemos deixar de lado os sonhos sobre revoluções com um programa completamente anarquista, na qual o Estado é dissolvido e existe uma única força hegemônica”.

Está claro para os anarquistas revolucionários que tal mito revisionista da “ditadura anarquista” não passa de um desvio covarde e pequeno-burguês em relação a natureza de classe do processo revolucionário. Em nossa visão o poder revolucionário não deve estar baseado em uma coalizão de partidos de esquerda e sim no poder das organizações de base dos trabalhadores, nos conselhos, sindicatos, comitês etc. A vanguarda será das organizações revolucionárias que tenham apoio nas massas, sejam quantas forem, uma ou dez. Além disso, recorrentemente as coalizões entre a esquerda ou “setores progressistas” (como na Frente Popular) foram responsáveis pela capitulação e não pelo avanço da luta revolucionária. A revolução representou na maioria dos casos a ruptura com estas coalizões, tal como foi no caso russo. A Revolução de Outubro foi a ruptura com o Governo Provisório, espaço de coalizão entre a esquerda republicana e a burguesia.

Para fundamentar sua proposta política de alianças flexíveis com distintas classes e setores o texto afirma que a política de “classe contra classe” dos primeiros anos da União Soviética seria a responsável pela vitória do nazismo na Alemanha e fascismo na Itália. Discordamos terminantemente desta análise! A vitória do fascismo não foi fruto de uma política “classe contra classe”, e sim da incapacidade dos partidos socialdemocratas e comunistas darem respostas frente ao aprofundamento da luta de classes internacional, dado suas burocratizações e tradições reformista-legalistas. Apesar de todas as nossas divergências, Trotsky faz uma análise importante sobre o papel da socialdemocracia no avanço do fascismo: “A situação era completamente diferente na Alemanha, onde a direção pertencia a poderosos partidos, contando um deles com 70 anos de existência e outro com cerca de 15. Esses dois partidos, que possuíam milhões de eleitores, encontraram-se moralmente paralisados antes da luta e renderam-se sem combate. Jamais houve na História semelhante catástrofe. O proletariado alemão não foi derrotado pelo inimigo em um combate: foi abatido pela covardia, abjeção e traição de seus próprios partidos. Não é de se espantar que tenham perdido a fé em tudo o que estava habituado a crer a quase três gerações. A vitória de Hitler, por sua vez, reforçou Mussoline”.[7]

encapuchados

Os anarquistas devem atuar junto as massas para aprofundar o conflito de classes! (Foto: Chile)

É importante explorar esse debate não apenas como análise conjuntural ou “tática” (como alguns nos querem fazer entender) pois a concepção dos “libertários” chilenos faz uma completa inversão dos fatores da luta de classes, elevando o fator da Conciliação sobre oConflito, e isso representa uma profunda revisão na teoria anarquista de Bakunin, Makhno, Archinov, Jaime Balius e tantos outros. Seria o mesmo dizer que a derrota do proletariado francês na guerra franco-prussiana (1870-71) foi oriunda da linha de ruptura com o republicanismo, quando ao contrário, a derrota teve suas causas na ruptura tardia dos operários e camponeses com a burguesia republicana “progressista”, nem um pouco interessada em arcar com os desafios de armar o povo contra a invasão estrangeira e se ver diante da própria revolução social em marcha. Foi dessa forma que Bakunin apontou neste período que o único caminho para o proletariado francês era realizar a revolução social conjuntamente com a guerra contra a invasão prussiana, ou seja, transformar a guerra imperialista em guerra civil revolucionária. O mesmo foi proposto pelo grupo Amigos de Durruti em 1936 quando defenderam que a guerra contra o fascismo não deveria ser separada da revolução espanhola. Fazer a revolução na Espanha naquele momento significava romper com os Comitês AntiFascistas, espaços que reuniam setores da burguesia republicana e da esquerda espanhola, que se opunham a coletivização e boicotavam o armamento geral dos trabalhadores.

Na Espanha, a CNT compôs e apoiou o “Governo Provisório” ao invés de destruí-lo sob o poder das massas. Ou seja, a CNT optou por fazer a guerra contra o fascismo e não a revolução social, tudo em nome da “unidade da esquerda” contra o inimigo de direita. Mas foi exatamente essa política de separação entre Guerra e Revolução (tendo como consequencia o colaboracionismo), somado a sabotagem burguesa e stalinista (que não foram combatidas para manter a “unidade”), que levaram a derrota histórica dos trabalhadores espanhóis. A guerra e a revolução foram derrotadas pela colaboração de classes.

Outro exemplo é a Revolução Russa. Em 1917 os mencheviques e SR’s clamavam pela unidade em primeiro lugar para vencer a primeira guerra mundial para depois fazer a revolução socialista, situação que levou a revolução de outubro ser acusada de dividir a Rússia “progressista” frente ao Imperialismo Alemão. Porém, apoiado no poder revolucionário dos sovietes, o povo não apenas venceu a burguesia interna como o próprio imperialismo. Ao contrário do que se possa pensar, os bolcheviques quando rompem com a “Coalizão de Esquerda” não estavam sendo sectários, estavam se apoiando na força das massas, da influencia que tinham nos sovietes, se aliando com o povo contra os demais partidos que se opunham ao poder das massas revolucionárias. Essa política foi fruto do movimento de massas que se radicalizava e do combate à socialdemocracia operada por Lênin[8], que criticou parcialmente (em 1917) o etapismo dos mencheviques que queriam apenas uma república burguesa. Após a Revolução de Outubro o etapismo é retomado como centro da política da União Soviética tendo a sua frente o mesmo Lênin saindo em defesa da construção de um Estado Socialista tendo por modelo o Estado Junker-Burguês Alemão[9], política que “matou” os sovietes e reconstruiu uma casta privilegiada no país.

Reconstruir o Anarquismo Revolucionário!

 “Mais do que qualquer outro conceito, o anarquismo deveria se tornar o conceito dirigente de revolução, pois é somente dentro da base teórica anarquista que a revolução social pode ser bem sucedida na total emancipação dos trabalhadores”

Dielo Trouda, 1926

A crítica ao posicionamento “tático” das organizações Red Libertaria e FEL deve ser feito pela retomada das bases teórico-estratégicas do anarquismo revolucionário (que é o que define as táticas), e não pela crítica moralista em relação as eleições “em geral”. O anarquismo, formulado por Mikhail Bakunin e desenvolvido por Makhno, Arshinov, Durruti, Jaime Balius e tantos outros combatentes do povo, é uma teoria revolucionária que possui concepções específicas acerca do Estado capitalista moderno, da dialética Guerra e Revolução (e da necessidade estratégica da violência das massas), da contradição Reforma x Revolução, da experiência coletiva na luta de classes como a verdadeira “escola” do proletariado, do papel dos anarquistas na revolução, bem como em relação a Ação Direta e a Independência de Classe em oposição ao colaboracionismo. Estas concepções teórico-estratégicas são as definidoras das táticas na luta popular, o que não é diferente no caso do boicote as eleições burguesas.

Deve-se compreender então que as táticas não são definidas ou debatidas “do nada” ou como meras exigências conjunturais (como fazem crer no caso da guerra civil espanhola, da Venezuela e do Chile), existem concepções e princípios mais amplos que as determinam. Nesse sentido, o boicote às eleições burguesas defendido pelos anarquistas possui um papel completamente diferente do que para uma possível “tática” dos comunistas ou conservadores. Para os anarquistas estão contidos nesta “tática” os elementos de separação (independência) do proletariado frente aos espaços e instituições burguesas, da negação do Estado, da afirmação da capacidade política dos trabalhadores através da ação direta. Não é uma “tática” que pode-se aplicar ou não sem maiores consequências para a coerência teórica e ideológica geral do anarquismo. Na verdade, poderíamos dizer que a negação anarquista da democracia estatal-burguesa e do reformismo pressupõe o boicote as eleições.

O problema é que o especifismo esconde seus posicionamentos equivocados atrás de um punhado de organizações e grupos espalhados pelo mundo sem nenhuma unidade séria entre si (sem nenhuma organização internacional), o que retira a responsabilidade (aparente!) destes distintos grupos sobre os posicionamentos e capitulações de outros. É necessário que esse silêncio, esse abafamento das concepções e práticas equivocadas tenha fim, em nome do próprio triunfo da causa dos trabalhadores e da revolução social. Os bakuninistas já vinham afirmando a algum tempo a necessidade de ruptura com o revisionismo, mas esta tarefa havia sido sistematicamente negada por grande parte dos grupos anarquistas e “libertários”. Agora fica mais claro do que nunca a necessidade de reconhecer a existência do revisionismo e o dever de lutar contra ele (como parte da própria luta contra a burguesia).

Camaradas, o que não avança retrocede. As organizações anarquistas devem se posicionar teoricamente sobre a nossa história, bem como analisar e depurar cada passo que é dado por nossos camaradas e por nós mesmos. Hoje fica evidente que as interpretações sobre a Guerra Civil Espanhola e a Revolução Russa são fundamentais, e não apenas sob um viés historicista ou acadêmico, mas direcionado por uma teoria revolucionária que seja capaz de olhar para os eventos históricos e extrair as lições para nossa luta cotidiana.

Vivemos um momento onde a crise capitalista está aprofundando as contradições sociais e elevando a luta de classes a um novo patamar. Não podemos nos permitir cair nos mesmos erros do passado, frutos do revisionismo e da colaboração de classes. Portanto, é fundamental que os militantes e as organizações anarquistas do mundo inteiro se coloquem na responsabilidade histórica de apontar uma direção autônoma e revolucionária para o movimento dos trabalhadores, abandonando de vez as concepções educacionistas e pequeno-burguesas do anarco-comunismo e a visível autolimitação do especifismo (que propõe a “organização anarquista” em abstrato). Da mesma forma é necessário enterrar de uma vez por todas a falsa dicotomia entre movimento de massas e movimento insurrecional! Como já defendia a FAU-histórica: “Não há política revolucionária sem teoria revolucionária. Não há política revolucionária sem linha militar revolucionária” (FAU, 1972). Estamos certos de que da correção destes erros e desvios históricos depende em grande parte o avanço do anarquismo como força revolucionária das massas trabalhadoras. Sigamos em frente, na luta sem trégua por socialismo e liberdade.

ANARQUISMO É LUTA!

VIVA A REVOLUÇÃO SOCIAL PROLETÁRIA!

MORTE AO ESTADO E AO CAPITAL!

CONSTRUIR A REDE ANARQUISTA INTERNACIONAL!

POR UMA TENDÊNCIA CLASSISTA E INTERNACIONALISTA!

chile-con-frase


[1] ”Declaración pública de la Red Libertaria”. Pode ser visualizado pelo sitio:http://www.elciudadano.cl/2013/07/01/72475/declaracion-publica-de-la-red-libertaria/
[2] ”Declaración publica de FEL chile frente a la conyuntura eleccionaria de 2013″. Pode ser visualizada pelo sitio: http://fel-chile.org/declaracion-publica-fel-chile-frente-a-la-coyuntura-eleccionaria-2013/
[3] Pode ser visualizada pelo sitio: http://cel-arg.org/blog/2013/08/02/la-democracia-de-masas-una-apuesta-libertaria-para-el-actual-periodo/
[4] Disponível em: http://www.humanistas.cl/elecciones-2013/marcel-claude-presidente/programa-marcel-claude/8-ejes-transversales/
[5] Texto da UNIPA: “Chavismo e Bolivarianismo: os limites da política anti-hegemônica desenvolvimentista e o protagonismo popular”. Disponível em: http://uniaoanarquista.wordpress.com/2013/03/13/chavismo/
[6] Disponível em: http://farvespecifistas.blogspot.com.br/
[7] “Programa de Transição”, Leon Trotsky.
[8] Referência: “Teses de Abril”.
[9] Referência: “Infantilismo de Esquerda e a mentalidade pequeno burguesa”

Fuente: http://uniaoanarquista.wordpress.com/

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TRADUCCIÓN AL ESPAÑOL POR TRADUCTOR DE GOOGLE:

Elecciones chilenas y la degeneración en la teoría y la práctica del anarco-comunismo

OUT-Marcel-Claude Bachelet-Evelyn Matthei Marco Enríquez-Ominami

Acceda a este comunicado de prensa en PDF  haciendo clic aquí .

Comunicado N º 37 de la Asamblea Popular de la Unión Anarquista (UNIPA) – Brasil, noviembre de 2013. 

“(…) Lo que es cierto para mí es que hoy en día ya no son los peores enemigos del pueblo que los que tratan de desviarte de la revolución social, que es lo único que puede dar la verdadera libertad, la justicia y el bienestar de vuelva a arrastrar para experimentar estas reformas engañosas o exclusivamente estas revoluciones políticas, de la que fue siempre el instrumento, la víctima y el simplón “.

Mikhail Bakunin

Chile vive al 17 de noviembre las elecciones presidenciales marcadas por la competencia de ocho candidatos y la polarización entre la coalición de derecha abiertamente “Alianza” (UDI, RN) y oportunista de centro-izquierda “Mayoría Nueva” (DC, PRSD, PPD, PS, PC).Frente a esta situación, un número de intelectuales vinculados a las organizaciones anarco-comunista autodenominados “Especifists” comenzó un debate sobre su relación con el Estado y la izquierda chilena. Al carecer de una teoría revolucionaria que el resultado no pudo ser más desastroso: organización libertaria Roja declaró su apoyo a la candidata Marcel Claude (Partido Humanista) coalición All a la Moneda [1] , y Libertario, Frente de Estudiantes (FEL) organización también no tardó en el apoyo a la línea política del Libertario Red [2] .

Sin embargo, no debemos entender esta posición como una mera traición o mala conducta, sino más bien como una expresión de un proceso histórico profundo del revisionismo en nuestro actual anarquista proletaria, y que unos años (mientras que los conflictos de clase se agudizan) estamos de nuevo demostrando sus principales debilidades. También el papel de “la democracia de masas: una apuesta libertaria para el período actual” del Centro de Estudios Libertario [3] , publicado a mediados del año 2013, se mantiene firme en mostrar que si por un lado el especifismo Chile podría ampliar su presencia en el movimiento de masas, por otro lado, esta estrategia teórico inconsistencia ya desarrollado en una degeneración reformador claro.

También los recientes documentos de la Federación Anarquista Uruguaya (FAU) y la Federación Revolucionaria Anarquista de Venezuela (APVR) en apoyo de la nacional-populista Hugo Chávez y el bolivarianismo, así como el apoyo electoral de los candidatos Bolivariana APVR, son sólo algunos de los ejemplos que muestran que el proceso general de especifismo degeneración no es hoy en día. Es por esta razón que el reciente apoyo de los Red Libertaria candidatos Marcel Claude bakuninistas no hay sorpresas, sólo refuerza la necesidad de romper con el revisionismo histórico. El desarrollo actual de las demandas de lucha de clases de nuestra posición actual con firmeza y cada vez más comprometidos con la causa de la revolución y el rechazo de las nuevas entregas, políticas e ideológicas.

Además, lo que también sorprende en el apoyo electoral de la Red Libertaria y la coalición FEL Todo a la Moneda es el avanzado grado de colaboración de clases. Aunque los Especifists afirman retóricamente en sus documentos que “la disputa electoral no es una prioridad”, o que la clave es proporcionar una clase de “gran bloque” , la coalición All a la Moneda definitivamente no coincide con esas intenciones (y para nosotros los materialistas hechos valen más que mil palabras!). Como señala el documento “8 Ejes Cruz” de la campaña de Marcel Claude:

Proponemos un sistema de economía mixta que pone el máximo valor del ser humano y no un mercado autorregulado, que trata de la relación entre trabajo y capital , dando garantías para las condiciones de vida dignas para todos los ciudadanos que viven en el país, lo que asegurar una distribución adecuada de los ingresos, lo que potencia el desarrollo de la industria nacional y la pequeña y mediana empresa , el establecimiento de la función del Estado como garante de la igualdad de oportunidades para los trabajadores productivos y empresas en todo los grandes especuladores. [4]

La declaración sobre las elecciones no deja ninguna duda acerca de la defensa de una política nacional de desarrollo, alianza defensiva con la burguesía, y por lo tanto la “armonía entre el capital y el trabajo”. En el mismo programa electoral la cuestión económica aparece como sigue: “Si este es el modelo económico de la ONU que promueva el babuino ellos para todos los habitantes del país, la del la Solidaridad y Cooperación e intercambio entre los Trabajadores, los empresarios y el Estado “ . El conflicto de clases como principio determinante de la revolución (y históricamente defendida por bakuninistas por el sindicalismo revolucionario) fue abandonado en favor de las coaliciones de izquierda nacionalistas y reformistas, que reproduce el mito del Estado y los derechos del proveedor de protección (intervencionismo), cayendo en el falso antagonismo entre el “gran capital especulativo” para el desarrollo de la burguesía y “productivo”, “nacional”.Oh, pero esto no es la organización autónoma de la clase obrera! Eso es poner el proletariado de nuevo rehén de un proyecto histórico de la burguesía, el fortalecimiento del aparato estatal y de las peores ilusiones reformistas.

El FEL, además, que la coalición All a la Moneda : “abre la posibilidad de una acumulación amplio movimiento político y social más tarde en las elecciones presidenciales” , es decir, aparte de ver la obra en esta coalición electoral como una posible táctica, en la cantidad política estratégica “Frente Amplio”. Volveremos sobre este punto más adelante.

Pero lo que es importante esta cuestión desde un punto de vista revolucionario? La cuestión es que hay una gran diferencia entre una política anti-hegemónicos y una política anti-sistémicos. Ya hemos respondido a esta pregunta cuando se debate porque “chavismo” no podría ser una alternativa a la revolución proletaria. Como hemos definido:

“La primera [anti-hegemónica] se refiere a los modelos de desarrollo capitalista que no cumplieron con los objetivos de los estados y las potencias imperialistas hegemónicas, pero que no cuestionan los fundamentos económicos del imperialismo (básicamente oscilar entre el intervencionismo y el liberalismo económico). La segunda política, anti-sistémica, no sólo socava los intereses de las potencias hegemónicas, sino las bases económicas del imperialismo y el logotipo capitalista y toda la economía del sistema interestatal. Por consiguiente, la política anti-hegemónica es una política que expresa el sistema conflictos interestatales intraclase la burguesía. Ejemplos históricos fueron los gobiernos nacionalistas y políticas nacionalistas en América Latina “en desarrollo”, que eran anti-hegemónico porque trataron de modificar las bases del “subdesarrollo”, que atendían a los intereses estadounidenses “. [5]

Ahí está el quid de nuestra crítica al revisionismo chileno: precisamente en estas situaciones que la burguesía mundial busca recrear ante el avance de la crisis del capitalismo y la profundización de la lucha de clases, los revisionistas (y otros reformistas y organizaciones oportunistas) una vez más se presentan como una fuerza para apoyar a las “nuevas” alternativas burguesas. A pesar de la baja probabilidad de ganar el All la Moneda, las Especifists políticos chilenos hace un flaco favor al desarrollo de la conciencia y la organización autónoma de la clase obrera. Por otra parte, la posición del Libertario Roja y FEL-Chile Reedición avanzar las peores derrotas que el anarquismo ha sufrido en el siglo XX, una víctima del revisionismo en nuestras filas. La historia se repite como farsa.

La disputa bolivarianismo y el Estado burgués: la “ruptura democrática”

Como hemos dicho, este posicionamiento del revisionismo chileno no es algo ocasional. Las bases teóricas y prácticas que ya se están desarrollando desde hace algún tiempo y es digno de mención, en el silencio de la mayor parte del “movimiento libertario”. En este sentido, un importante documento fue “La democracia de masas: una apuesta libertaria para el período actual”, del Centro de Estudios Libertarios, que se expresa en un desarrollo teórico más claro con el fin de romper con el anarquismo y la defensa del revisionismo y el reformismo.

El documento comienza citando el chavismo como un ejemplo del proceso revolucionario, citando una declaración del ex ministro del gobierno de Venezuela, Roland Denis, que reproducimos un extracto como: “El proceso de cooptación nunca fue un proceso global (…). ¿Dónde están los restos dentro de esa realidad de la que se puede obtener una experiencia de desarrollo de la autonomía, la autogestión, el autogobierno. (…) Por supuesto que no será fácil por la composición orgánica propia de nuestra sociedad, es decir, una sociedad patrocinio que necesita constantemente del Estado. “ Para el ministro (y la Red Libertaria) las dificultades de la revolución bolivariana son en la sociedad venezolana que es patronazgo del Estado, no de la naturaleza de clase del Estado y su característica intrínseca de la tutela y represión contra las masas trabajadoras.

Es de anotar crucial aquí la similitud de esta defensa de la democratización interna de la estructura capitalista de Estado con el análisis por renegado anarco-comunista Santilán Diego Abad (1897-1983) cuando afirma que “En primer lugar: […] el capitalismo ya no es masa uniforme y petrificado, es un conjunto de actitudes y categorías que no siempre muestran la solidaridad incluso contra oponentes comunes, (…) Tercero: En definitiva, pensamos que ahora importa mucho más para luchar contra el totalitarismo en qué estado del sistema capitalista que ya muestra fisuras suficientes de que el espíritu de iniciativa y el deseo creador puede practicar formas de vida económica no capitalista “.Santilán este texto expresa el resultado final de sus políticas reformistas de la CNT composición de los ministerios burgueses durante la Guerra Civil Española. Así demuestra dos elementos históricos del reformismo anarco-comunista: a) La idea de la revolución es moral y cultural (la sociedad de combate patrocinio es el mayor problema y no destruirse a sí misma y el Estado venezolano para expropiar a la burguesía) b) Tanto imaginar edificio “libertarios espacios” de la “coexistencia pacífica” con el capitalismo o el Estado (en este caso la de Venezuela y Chile).

En este sentido, el lema que se ha movilizado el reformismo liberal chileno es “ruptura democrática”, que pasa por el proceso de la lucha por la integración de los movimientos populares al Estado a través de la estrategia de democratización y reforma de sus espacios interiores, en un proceso continuo que avanzaría al Poder Popular. El concepto de ruptura democrática no es de extrañar que aparezca claramente en oposición a la ruptura revolucionaria , y no es meramente formal, pero sobre todo la modificación de contenidos. El documento trata en todo momento de expresar una crítica a las posiciones, “sectarias” de “izquierda” (en especial los que abogaban por la vía de la lucha armada) y abogan por una política de “alianzas amplias” y “tácticas flexibles” como marcas de la “nueva” propuesta. El trabajo tiene como objetivo hacer hincapié en que el curso es la posibilidad de que, incluso dentro del Estado burgués y sus instituciones, es posible ir modificando gradualmente (“democrática”) la realidad a través de las “experiencias” de la autonomía, la autogestión, etc. dentro y fuera del Estado, ya que el problema central de la revolución cultural y educativa fue. En un momento el texto deja claras sus pretensiones:

(…) Es necesario que este posicionamiento político para levantarse de una experiencia práctica en curso, se centra en el conflicto entre el Estado y toda la energía posible en la medida en que las organizaciones populares se fortalecen; transformación económica no puede tener lugar sin cambio de forma radicalmente la forma en que se toman las decisiones, y deben educar a las masas políticamente, con la teoría y la práctica.

Aquí se expresan dos elementos fundamentales del revisionismo de Chile: 1) El cambio político a través de las reformas destinadas a la democratización del Estado, deben preceder . cambios económicos, con una condición de hacerlo evidente que la destrucción de las relaciones económicas capitalistas sólo son efecto a nivel general a través de la destrucción del Estado (como órgano de dominación de clase) y la construcción del Poder Popular, sin embargo, dialécticamente, la gente que trabaja ejercer sólo de manera efectiva su autonomía para la destrucción de las desigualdades económicas y sociales de lo contrario, el pueblo seguirá siendo víctimas de explotación opresión / día, mientras que el tráfico de los partidos políticos y las burocracias sindicales de comercio en favor de sus intereses. Es decir, el revisionista arriba premisa niega programa de Bakunin revolución completa(económica, política y cultural) como condición para la emancipación de los trabajadores y la forma dialéctica fundamento teórico para la comprensión de las tareas revolucionarias.Adoptado es descaradamente un programa reformista etapista, que necesariamente va a la colaboración de clases dentro de las esferas del Estado, a través de los gobiernos y los “frentes amplios”;

2) A su vez, la transformación en las formas de decisión política aparece como un cambio en el centro de trabajo de la conciencia, la cultura y la educación. “revolución” no es visto como el resultado de un conflicto directo y sin tregua entre burguesía y proletariado, este último se acumula fuerzas hacia la expropiación económica y la destrucción de las instituciones políticas del Estado para la construcción del socialismo y el autogobierno. La “revolución” es visto por un sesgo idealista (pedagogo y culturalista) donde los libertarios se ajustan para hacer propaganda de sus ideas y el cambio de la cultura de la participación de la “sociedad civil”.

Vemos, pues, que la socialdemocracia ruptura democrática y bolivarianismo nacional de desarrollo generalmente se reeditaron bajo otros nombres (y con un lenguaje y apariencia “libertaria”). La estrategia revolucionaria anarquista impregna el contrario de lucha vindicativa que sí, pero en un proceso continuo de hacer frente al Estado y la burguesía con el objetivo de ser una situación de doble poder y la lucha armada de masas, no las alianzas de integración y de clase “democráticos”. La importancia estratégica de la huelga general y la violencia de masas (la gimnasia insurreccionales), miembros de partidos políticos anarquistas, no son ni siquiera considerado como la definición de los elementos en los análisis de la situación y las opciones tácticas de “libertarios” de los chilenos.

La manera reformista y la revolucionaria forma: el debate sobre la Guerra Civil española y la política del Frente Popular

“Las revoluciones no son un juego de niños, no es un debate académico sobre las vanidades matarse unos a otros, o un torneo literario donde sólo vierte la pintura. La revolución es la guerra, y que dice: La guerra es la destrucción de los hombres y las cosas. Sin duda, es una lástima que la humanidad aún no ha inventado una forma más pacífica de progreso, pero hasta ahora ningún nuevo paso en la historia sólo se dio cuenta de que en realidad, después de haber recibido el bautismo de sangre “.

Mikhail Bakunin

El siguiente paso del documento “La democracia de masas …”, revela un rostro más siniestro. Los autores presentan una defensa sin reservas de la política del Frente Popular de la Unión Soviética en los años 30, esta vez señalando las directrices de la Internacional Comunista como un gran ejemplo de las alianzas políticas, la defensa de ser necesario reunir bajo el programa de los sectores obreros generales, incluyendo burguesa, para luchar contra la derecha. La política del Frente Popular en España expresó la interpretación exacta de la CNT contra el gobierno republicano burgués, considerado progresista por ministerialistas en 1936. Aquestão es que, dado el eclecticismo muy teórica de la propuesta “especifista”, las posiciones de la capitulación de los dirigentes de la CNT durante la guerra civil española es sintomático ya que no sólo fue recibido por los revisionistas de Chile y Argentina como un ejemplo de “madurez política” como también fue utilizado por APVR como argumentos para su participación en las elecciones venezolanas [6] .

Tal análisis revisionista de la posibilidad de apoyar “Los gobiernos progresistas” produce la siguiente respuesta a la situación: “Pero, ¿qué nos hace pensar que podemos lograr en el uso de la ampliación en relación en el futuro gobierno concertacionista en el país.Gobierno, la diferencia de la finalización correcta de lapso, se nos permite tomar ventaja de una manera irreflexiva ante los espacios y las luchas democráticas. “ Este resquicio para la colaboración política está abierta. La CNT tomó miles de presos y una situación pre-revolucionaria a capitular, los “libertarios” los chilenos están indicando reformadores mucho antes de las adicciones. Por otra parte, la elección se puso como un hecho que elevar la lucha a niveles “sin pensar”. Más abajo, en el mismo párrafo, el granizo como un elemento positivo para la entrada de PC de la coalición partidista Nueva Mayoría (ex Concertación), lo que para ellos aumenta el grado de desacuerdo entre las masas sobre el Gobierno. No tomó mucho tiempo para la Red Libertaria llegar a la conclusión de que la creación de un Partido Libertario electoral es más eficaz que esperar a que el PC para defender a las masas en el gobierno.

Dos desafíos para el próximo período indicado por el texto son sintomáticos: a) Vanguard compartida , b) Estados Frente de Izquierda . Los dos puntos están estrechamente relacionados. En el primero, el deseo de diferenciarse de la de un solo partido leninista propuesto (pero no el Frente Popular para Stalin!) Caen en una política y cúpulas rebajadas, en el que el futuro puede ser compartida entre los diferentes partidos de izquierda, sin que, Sin embargo, el texto no hace ninguna diferenciación de contenido político (reformadores, revolucionarios) o clase (la burguesía, pequeña burguesía, proletariado) que el futuro “vanguardia compartida”. Para justificar esta posición, criticando tanto el diseño de la leninista hoja de vida de un solo partido como el mito de la Guerra Civil española sobre un posible “dictadura anarquista”: “Debemos dejar de lado los sueños de revoluciones con un programa completamente anarquista, en el que se disuelve el estado y hay una sola fuerza dominante “.

Está claro que los anarquistas revolucionarios tales mito revisionista de “dictadura anarquista” no es más que una desviación cobarde y pequeño-burguesa de la naturaleza de clase del proceso revolucionario. En nuestra opinión, el poder revolucionario no debe estar basada en una coalición de partidos de izquierda, sino en el poder de las organizaciones de base de los trabajadores en los comités de empresa, sindicatos, comités, etc La vanguardia de las organizaciones revolucionarias que tendrán el apoyo de las masas, ¿cuántos son, uno o diciembre Por otra parte, las coaliciones recurrentes entre izquierda o “grupos progresistas” (como en el Frente Popular) fueron responsables de la interpretación y no por el avance de la lucha revolucionaria. La revolución en la mayoría de los casos representa una ruptura con estas coaliciones, como en el caso de Rusia. La Revolución de Octubre fue una ruptura con el gobierno provisional, el espacio de la coalición entre la izquierda y la burguesía republicana.

En apoyo de su propuesta de política de alianzas flexibles con diferentes clases y sectores el texto establece que la política de “clase contra clase” de los primeros años de la Unión Soviética sería responsable de la victoria del nazismo en Alemania y el fascismo en Italia.No estamos de acuerdo con este análisis estrictamente! La victoria del fascismo no fue el resultado de una “clase contra clase” política, sino la incapacidad de los partidos socialdemócratas y comunistas dar respuestas a la profundización de la lucha de clases internacional, habida cuenta de sus tradiciones burocratizações-legalistas y reformistas. A pesar de todas nuestras diferencias, Trotsky hace un análisis importante del papel de la socialdemocracia en el avance del fascismo: “La situación era completamente diferente en Alemania, donde la dirección pertenecía a partidos poderosos, diciendo a uno de ellos de 70 años y el otro con alrededor de 15. estos dos partidos, que tenían millones de votantes se vieron moralmente paralizado antes de la pelea y se rindieron sin luchar. Nunca hubo en la historia de una catástrofe similar. El proletariado alemán no fue derrotado por el enemigo en combate: fue atacado por la cobardía, la vileza y la traición de sus propios partidos. No es de extrañar que hayan perdido la fe en todo lo que yo estaba acostumbrado a creer casi tres generaciones. La victoria de Hitler, a su vez, refuerza Mussoline “. [7]

encapuchado

Los anarquistas deben comportarse fraternalmente las masas para profundizar en el conflicto de clases! (Foto: Chile)

Es importante explorar el debate no sólo el análisis como coyuntural o “táctica” (como algunos nos quieren hacer entender) desde la concepción de los “libertarios” chilenos hacer una inversión completa de los factores de la lucha de clases, elevando el factor dereconciliación en los conflictos , y esto representa una revisión importante de la teoría anarquista de Bakunin, Makhno, Archinov, Jaime Balius y muchos otros. Sería como decir que la derrota del proletariado francés en laguerra franco-prusiana (1870-1871) eran de rotura de tubería con el republicanismo, mientras que por el contrario, la derrota tuvo sus causas en la tarde la ruptura de los trabajadores y campesinos con la burguesía republicana “progresista”, no es un poco interesado en pagar por los desafíos de armar al pueblo contra la invasión extranjera y ver antes de su propia revolución social en movimiento. Así es como Bakunin señaló este período que la única manera de que el proletariado francés era llevar a cabo la revolución social, junto con la guerra contra la invasión prusiana, es decir, convertir la guerra imperialista en guerra civil revolucionaria. El mismo fue propuesto por el Grupo de Amigos de Durruti en 1936 cuando afirmó que la guerra contra el fascismo no debe ser separado de la revolución española. Hacer la revolución en España en esa época significaba romper con los comités antifascistas, que se reunió los sectores espacios de la burguesía republicana y la izquierda española, que se oponían a la colectivización y boicoteó el armamento general de los trabajadores.

En España, la CNT formado y apoyado el “Gobierno Provisional” en lugar de destruirla bajo el poder de las masas. Es decir, la CNT optó por hacer la guerra contra el fascismo y no la revolución social, todo en nombre de la “unidad de la izquierda” contra la derecha enemiga.Pero fue precisamente esta política de separación entre la guerra y la revolución (que tiene como consecuencia el colaboracionismo), añadió burguesa y sabotaje estalinista (que no se trataron de mantener la “unidad”), lo que llevó a la derrota histórica de los trabajadores españoles. La guerra y la revolución fueron derrotadas por la colaboración de clases.

Otro ejemplo es la Revolución Rusa . En 1917, los mencheviques y los SR de clamado por la unidad en el primer lugar para ganar la primera guerra mundial y luego hacer la revolución socialista, que llevó a la Revolución de Octubre de haber sido acusado de violar a Rusia “progresista” contra el imperialismo alemán. Sin embargo, apoyó la potencia revolucionaria de los soviets, la gente no sólo ganó la burguesía nacional y el imperialismo en sí. Contrariamente a lo que pudiera pensarse, cuando los bolcheviques rompieron con la “Coalición de la Izquierda” se no ser sectario, planteó un partido basado en la fuerza de las masas, la influencia que tuvieron en los soviets, aliándose con la gente en contra de las otras partes que opuesto al poder de las masas revolucionarias. Esta política fue el resultado de un movimiento de masas que se radicalizó y la lucha contra la socialdemocracia operado por Lenin [8] , que en parte, criticó (en 1917) los etapismo mencheviques que querían simplemente una república burguesa. Después de la Revolución de Octubre el etapismo se toma como política de tener el mismo Lenin frontal que sale en defensa de la construcción de un estado socialista inspirado en el alemán Junker burgués del estado de la Unión Soviética [9] , una política que “mató” los soviéticos y reconstruyeron una casta privilegiada en el país.

La reconstrucción del Anarquismo Revolucionario!

 “Más que cualquier otro concepto, el anarquismo debe ser el concepto principal de la revolución, es sólo dentro de la base teórica anarquista de que la revolución social puede tener éxito en la emancipación total de los trabajadores”

Delo Truda 1926

Las críticas a la “táctica” de organizaciones libertarias rojas y posicionamiento FEL debe ser realizado por la reanudación de las bases teóricas y estratégicas del anarquismo revolucionario (que es lo que define la táctica), y no por la crítica moralista de las elecciones “en general”. El anarquismo, formulado por Mikhail Bakunin y desarrollado por Makhno, Arshinov, Durruti, Jaime Balius y tantos otros luchadores del pueblo, es una teoría revolucionaria que tiene concepciones específicas del estado capitalista moderno, la guerra dialéctica y la revolución (y la necesidad de una estratégica violencia de masas), la contradicción x Revolución de Reforma, la experiencia colectiva de la lucha de clases como la verdadera “escuela” del proletariado, el papel de los anarquistas en la revolución, así como para la acción directa y la clase de la Independencia frente a colaborar. Estas concepciones teóricas y estratégicas son las tácticas que definen en la lucha popular, que no es diferente en el caso de las elecciones de boicot burgués.

Se debe entender por lo que las tácticas no están definidos o discutidos “de la nada” o requisitos como mera plazo (ya que creen en el caso de la Guerra Civil Española, Venezuela y Chile), hay conceptos más generales y principios que los determinan. En este sentido, el boicot de las elecciones burguesas defendida por los anarquistas tiene una forma completamente diferente a la de un posible “táctica” del periódico comunista o conservador. Para los anarquistas están contenidos en esta “táctica” elementos de separación (independencia) del proletariado contra las instituciones y los espacios de la burguesía, la negación de la afirmación del Estado de la capacidad política de los trabajadores a través de la acción directa. No es una “táctica” que se puede aplicar o no, sin mayores consecuencias para la coherencia teórica e ideológica general del anarquismo. De hecho, podríamos decir que la negación anarquista de la democracia y el reformismo burgués Estado asume boicotear las elecciones.

El problema es que Especifismo ocultar sus posiciones erróneas detrás de un puñado de organizaciones y grupos de todo el mundo sin ningún tipo de unidad seria entre sí (sin ningún tipo de organización internacional), que elimina la responsabilidad (aparente!) de estos grupos distintos en colocaciones y interpretaciones de los demás. Es necesario que este silencio, esta asfixia de las ideas y prácticas tiene orden equivocada, en nombre propio triunfo de la causa de los trabajadores y de la revolución social. Los bakuninistas ya estaban diciendo desde hace algún tiempo la necesidad de romper con el revisionismo, pero esta tarea se les había negado sistemáticamente por la mayoría de los anarquistas y grupos “libertarios”. Ahora bien, es evidente que nunca la necesidad de reconocer la existencia del revisionismo y el deber de luchar contra él (como parte de su propia lucha contra la burguesía).

Camaradas, que no avanza patadas. Organizaciones anarquistas teóricamente deben posicionar en nuestra historia, así como para analizar y depurar cada paso está dado por nuestros compañeros ya nosotros mismos. Hoy en día es evidente que las interpretaciones de la Guerra Civil Española y la Revolución Rusa son esenciales, no sólo en virtud de un sesgo historicista o académico, sino impulsado por una teoría revolucionaria que es capaz de mirar a los acontecimientos históricos y extraer las lecciones a nuestra lucha cotidiana .

Vivimos en una época donde la crisis capitalista se profundiza las contradicciones sociales y el aumento de la lucha de clases a un nuevo nivel. No podemos darnos el lujo de cometer los mismos errores del pasado de colaboración, el revisionismo de mariscos y de clase. Por lo tanto, es esencial que los activistas y organizaciones anarquistas de todo el mundo a ponerse en la responsabilidad histórica de señalar una dirección autónoma y revolucionaria para el movimiento obrero, una vez que el abandono de los educadores y las concepciones pequeñoburguesas del anarco-comunismo y el límite visible en especifismo (que propone la “organización anarquista” en abstracto). Del mismo modo, es necesario enterrar de una vez por todas la falsa dicotomía entre el movimiento de masas y el movimiento insurreccional!Como ha defendido la FAU-histórica: “No hay política revolucionaria sin teoría revolucionaria. No hay línea revolucionaria militar revolucionario político “ (FAU, 1972). Estamos seguros de que la corrección de estos errores y desviaciones históricas depende en gran medida del avance del anarquismo como una fuerza revolucionaria de las masas trabajadoras. Sigamos adelante en la lucha sin cuartel por el socialismo y la libertad.

El anarquismo es una lucha!

VIVIR Revolución Proletaria SOCIAL!

MUERTE AL ESTADO Y EL CAPITAL!

CONSTRUIR UNA RED INTERNACIONAL ANARQUISTA!

En una clase y la tendencia internacionalista!

Chile-con-frase


[1]  “Public declaracion de la Red Libertaria”. Se puede ver por el sitio:http://www.elciudadano.cl/2013/07/01/72475/declaracion-publica-de-la-red-libertaria/
[2]  “Declaración publica FEL Chile Frente a la conyuntura eleccionaria de 2013”. Se puede ver por el sitio: http://fel-chile.org/declaracion-publica-fel-chile-frente-a-la-coyuntura-eleccionaria-2013/
[3] Se puede mostrar por
[4] Disponible
[5] UNIPA Texto: “El chavismo y el bolivarianismo: los límites de la política anti-hegemónicas en el desarrollo y el protagonismo popular.” Disponible en: http://uniaoanarquista.wordpress.com/2013/03/13/chavismo/
[6] Disponible en: http://farvespecifistas.blogspot.com.br/
[7] “Programa de Transición”, de León Trotsky.
[8] Referencia: “Tesis de abril”.
[9] Referencia: “Infantilismo Izquierda y la mentalidad pequeño burguesa”

Fuente: http://uniaoanarquista.wordpress.com/

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